Varizes de esôfago.

A presença de veias dilatadas no esôfago (varizes de esôfago) é uma condição séria, potencialmente grave e que pode colocar a vida em risco. As varizes do esôfago ocorrem devido ao aumento da pressão no sistema venoso que leva sangue ao fígado. A causa mais comum desse aumento da pressão é a cirrose do fígado, outra causa menos comum envolve a trombose de importantes veias de nosso abdome.

O diagnóstico dessa complicação da cirrose é realizado por meio de um exame de endoscopia digestiva alta, onde uma câmera é introduzida pela boca do paciente, para a avaliação do esôfago, do estômago e do duodeno. O maior risco dessas varizes é o sangramento, que se apresenta com vômitos de sangue vivo ou a saída de secreção escurecida e fétida (melena) quando o paciente evacua. A melena acontece porque o sangue passa por todo o intestino, sendo digerido e tomando a coloração escurecida.

Figura A. Esôfago de aspecto normal. Figura B. Esôfago que indica presença de varizes (elevações). Figura C. Sangramento de uma variz. Figura D. Aspecto final de um procedimento de ligadura elástica.

Para evitar o sangramento, o médico pode instituir um tratamento medicamentoso, para reduzir a pressão nessas veias, ou indicar um procedimento realizado por endoscopia que se chama ligadura elástica. Durante esse procedimento, tiras elásticas são posicionadas na “raíz” das varizes, impedindo que elas sangrem. Na dependência do tamanho das varizes, mais de uma sessão de ligadura elástica pode ser necessária. A realização de tratamento com remédios ou através da endoscopia está na dependência de alguns fatores, e a melhor decisão de tratamento somente pode ser dada por profissional qualificado.

Aviso legal: como médicos também temos a função social de divulgar a medicina e saúde, aproveite essas informações para cuidar da sua. Entretanto,  reforçamos que ela não substitui atendimento médico.

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Dr. Fábio Silveira

Médico pela PUCPR (CRM 20009/PR). Residência médica em cirurgia geral pela PUCPR, com área de atuação em cirurgia vídeo-laparoscópica (RQE 192). Título de Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (RQE 13560). Título de Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (RQE 15509). Atua na área de transplante de fígado, pâncreas e rim. Membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), da Sociedade Internacional de Transplante de Fígado (ILTS) e da Sociedade de Transplantação (TTS).

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